sexta-feira, janeiro 15, 2010

Moralização do Capitalismo com o uso único e exclusivo da moeda digital.


Resumo em poucas palavras:

Extinguir o uso do papel moeda. Viabilizar transações financeiras única e exclusivamente por cartões de crédito e/ou on-line. O recurso que rege o sistema/nossas vidas auditorado.

Unidades que podem contribuir:
Escola Politécnica
Escola de Engenharia de Lorena
Escola de Engenharia de São Carlos
Faculdade de Direito
Faculdade de Direito de Ribeirão Preto
Faculdade de Economia Administração e Contabilidade
Faculdade de Economia Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto
Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas
Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação
Instituto de Física
Instituto de Física de São Carlos
Instituto de Matemática e Estatística
Instituto de Pesquisas Tecnológicas
Instituto de Relações Internacionais

Status atual:
Buscando informações para maturar a idéia

A questão é:
Se todas as transações financeiras, desde o bandejão da faculdade até a compra de sua casa, fossem realizadas por meio eletrônico e/ou meios que registrem a entrada e saída do dinheiro (como o cartão de crédito e transações on-line), seria essa uma solução por excelência, onde simplesmente tudo estaria auditorado com informações do tipo: quando (data e hora), onde (local), quanto ($), de quem (pessoa x), para quem (pessoa y), origem (renda de pessoa x) e etc.
O dinheiro em papel moeda é fonte de corrupção e perversidade dos mais diversos tipos. É muito fácil relacionar diversos problemas das sociedades ao cobiçado dinheiro, afinal, é ele que rege o sistema, logo, nossas vidas. Vale destacar, portanto, casos cotidianos do (mau) uso do papel moeda e em seguida as mudanças oferecidas pela moeda digital para que tenhamos uma idéia do potencial transformador dessa tecnologia.

Segue:

Com papel moeda:
Permite a sonegação de impostos, pois as compras e vendas não foram auditoradas/registradas, não permitindo assim que os devidos impostos sejam repassados ao governo.

Com moeda digital:
Os impostos poderiam, inclusive, ser debitados automaticamente no ato das compras e vendas, assim como já é feito com as comissões cobradas pela Visa e Mastercard. Ou então, seria evidentemente muito fácil fiscalizar e confrontar os impostos devidos dada a movimentação financeira de cada pessoa/empresa.

Pergunta:
Quanto o Brasil perde em sonegação hoje?
Qual o custo de manter uma estrutura de fiscalização também alvo de corrupções?
Quanto a sociedade perde com a falta de dinheiro público para o bem público?
O quanto essa medida simplificaria a burocracia tributária e processos contábeis de nossa economia?

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Com papel moeda:
É notável em qualquer lugar do mundo a riqueza que determinadas pessoas exibem (políticos, empresários, especuladores em geral e etc). O mistério está na origem dos recursos para adquirir tanta riqueza.

Com moeda digital:
Como todo pagamento de salário e demais bônus, gratificações e transferências de moeda em geral teriam uma origem, seria fácil confrontar o poder de compra de qualquer indivíduo e relacionar com suas propriedades. Sua renda automaticamente relacionada a suas compras.

Pergunta:
O quanto pessoas são favorecidas e beneficiadas em prejuízo de outras?
Em se tratando de eleições e contratos públicos, um dinheiro sem lastro de origem e destino é uma prática justa, honesta e transparente?
O quanto isso atrasa o nosso desenvolvimento?
O quanto facilitaria as relações nas operações de aprovação de crédito, limite de crédito, imposto de renda?

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Com papel moeda:
O papel moeda em si é de fácil falsificação, alto custo de produção, demanda muita estrutura administrativa para gerenciá-lo (cofres, seguranças, carros fortes e etc), circula a revelia entre os indivíduos, estimula o roubo e crime em geral e etc.

Com moeda digital:
Difícil de falsificar, quando ocorre é possível identificar causas e o volume utilizado ilegalmente, baixo custo (o maior custo seria da implantação do aparato tecnológico, porém este serviria também para desenvolver e movimentar a indústria do país, democratizar tecnologias e etc), gestão eficiente da circulação da moeda no país permitindo assim melhores práticas econômicas e controle dos setores da economia, permite a transparência das trocas financeiras, permite a contratação de seguros contra roubos e furtos de excelente custo-benefício.

Pergunta:
Qual o custo para se imprimir uma nota de dinheiro?
Qual o custo para manter a própria Casa da Moeda?
O quanto o país e as pessoas perdem com a circulação de notas falsas e o extravio de notas?
Qual o custo da insegurança?
E da falta de informações precisas sobre os movimentos da economia?
Qual o custo da falta de transparência das trocas financeiras?
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Com papel moeda:
Uma cifra absurda de dinheiro fica parado em nossos bolsos, carteiras, e etc.
Com moeda digital:
Cada centavo existente na economia estaria em uma conta, aplicação, rendendo juros ou financiando algo, viabilizando maior distribuição de renda, redução de juros e etc.

Pergunta:
O quanto nossa economia não perde com o dinheiro estagnado em escala nacional?
O quanto o simples rendimento da moeda em escala nacional permitiria políticas de distribuição de renda?
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Melhoramento da ideia
Eis que surge um melhoramento para a ideia.
Os bancos deveriam, em caráter de urgência, desenvolver suas próprias maquininhas, onde, no ponto de venda, o cliente realizaria a transferência imediata para a conta do lojista ou, realizaria a autorização de transferência para datas futuras (no o caso de vendas parceladas). Tudo como se fosse um terminal de auto-atendimento do banco. Pronto.

Se o cliente tem conta em banco tudo ficou auditorado. Se ele não tem, poderia simplesmente efetuar um depósito na conta da empresa, porém como isso ficaria cansativo dado a repetição de compras, tão logo ele seria encorajado a ter uma conta no banco. Não se pode viver economicamente sem uma conta, vamos e convenhamos.

Para pagamento de contas diversas, como conta de telefone, água, luz e boletos em geral, o pagamento deveria ser ou via internet banking, ou via lotérica/caixas fornecendo o CPF/CNPJ do responsável pelo gasto, por telefone, ou de repente essas novas maquininhas também fossem capazes de receber contas de terceiros: o cliente digita o código de barras, seus dados bancários e efetua o pagamento. Assim desafogaria as lotéricas e bancos em geral, multiplicando os canais de atendimento bancários. Também nestes modos tudo ficaria auditorado.

Para trocas corriqueiras como emprestar dinheiro a alguém e etc. todos canais citados acima poderiam ser utilizados para essa transferência.

Dessa forma o dinheiro em papel poderia ser abolido também. A questão principal é: toda transação comercial estaria digitalmente registrada impedindo sonegação. Melhoramentos a partir daqui para aperfeiçoamentos práticas seriam vários, o importante é encontrarmos o caminho, e esse seria um excelente caminho.

Pessoal, nosso maior interesse aqui não é em tecnologia, não é em desenvolver uma mega corporação lucrativa a partir de nossas ideias, mas sim em promover soluções que resultem em benefícios coletivos e principalmente sociais. Não podemos perder o foco de que um dos maiores problemas mundiais é a nossa (des)organização social, logo, não podemos permitir desordem no que molda nossas vidas. Isso sim eu chamo de crescimento sustentável.

Recentemente a Febraban realizou um concurso com o tema "O banco dos sonhos" para identificar os desejos da nova geração em serviços bancários, oferecendo para isso prêmios de 2 a 10 mil reais. Sei que muitas ideias semelhantes devem ter sido enviadas, sei também que algumas delas até foram baseadas neste tópico. Não me importo de copiarem as ideias que posto aqui para promovê-las de alguma forma, me importo sim em revertê-las em benefício coletivo. Não vislumbro ganhos financeiros próprios com isso, tenho certeza que o maior lucro, para mim e para todos, seria ver todas essas ideias em prática.

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Uma certeza:

Os recursos existem. Os recursos são utilizados. Porém a forma como eles são utilizados permitem que mazelas desnecessárias prejudiquem o sistema como um todo, em escalas catastróficas. Cabe a nós gerenciá-lo.

O que impede que isso ocorra?

Abraços,
Tiago Bezerra

domingo, março 01, 2009


2009 - Faca amolada


Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada
Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer na luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai se muito tranquilo


FACA AMOLADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Monsenhor Hipólito - PI, representado por Tainara, participará do Soletrando, no Caldeirão do Huck, em Janeiro de 2009.

Parabéns pela conquista inicial, que venha a próxima! Estamos aqui na torcida, Taianara!

Vídeo da reportagem:

http://br.youtube.com/watch?v=0abG7QUrRZE

"O Piauí vai fazer lindo!"


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"A inteligência parcelada, compartimentada, mecanicista, disjuntiva e reducionista rompe o complexo do mundo em fragmentos disjuntos, fraciona os problemas, separa o que está unido, torna unidimensional o multidimensional. É uma inteligência míope que acaba por ser normalmente cega. Destrói no embrião as possibilidades de compreensão e de reflexão, reduz as possibilidades de julgamento corretivo ou da visão a longo prazo. Por isso, quanto mais os problemas se tornam multidimensionais, maior é a incapacidade de pensar sua multidimensionalidade; quanto mais a crise progride, mais progride a incapacidade de pensar a crise; mais os problemas se tornam planetários, mais eles se tornam impensáveis. Incapaz de considerar o contexto e o complexo planetário, a inteligência cega torna-se inconsciente e irresponsável."

Edgar Morin, 87 anos. Escreveu esse texto em 2003. Vingou e há de vingar até a mudança. 

“[universidade operacional] Essa universidade não forma e não cria pensamento, despoja a linguagem de sentido, densidade e mistério, destrói a curiosidade e a admiração que levam à descoberta do novo, anula toda pretensão de transformação histórica como ação consciente dos seres humanos em condições materiais determinadas”.

Marilena Chauí 


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"Eu cometi um erro em supor que o interesse das organizações, especialmente dos bancos e de outras empresas, faria com que elas estivessem melhor capacitadas para proteger seus próprios acionistas e suas ações nas empresas", disse Greenspan.

Alan Greenspan foi o presidente do Fed por 18 anos, deixando o cargo em 2006.

Durante esse período, era considerado uma das pessoas mais influentes do mundo, já que suas decisões a respeito da condução da economia americana afetavam diretamente todo o sistema financeiro global. 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081023_greenspan_errorg.shtml

Espero que a sensibilidade faça-o perceber que o interesse privado nunca será um bem público...

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O Eu Lírico

"Quanto mais os traços líricos se salientarem, tanto menos se constituirá um mundo objetivo, independente das intensas emoções da subjetividade que se exprime. Prevalecerá a fusão da alma que canta com o mundo, não havendo distância entre sujeito e objeto. Ao contrário, o mundo, a natureza, os deuses, são apenas evocados e nomeados para, com maior força, exprimir a tristeza, a solidão ou alegria da alma que canta. A chuva não será um acontecimento objetivo que umedeça personagens envolvidos em situações e ações, mas uma metáfora para exprimir o estado melancólico da alma que se manifesta; a bem-amada, recordada pelo Eu lírico, não se constituirá em personagem nítida de quem se narrem ações e enredos; será apenas nomeada para que se manifeste a saudade, a alegria ou a dor da voz central."

Anatol Rosenfeld 
O Teatro Épico